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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Câncer de mama: legumes ajudam

terça-feira, 3 de abril de 2012 - 21h36 Atualizado em terça-feira, 3 de abril de 2012 - 21h44
As mulheres que ingeriram mais legumes crucíferos durante 36 meses após seu diagnóstico tiveram reduzido de 27% a 62% o risco de morrer
As chinesas que comem repolho, brocoli e legumes folhosos têm taxas de sobrevida após o câncer de mama superiores às daquelas que não ingerem estes crucíferos, destacou um estudo publicado nesta terça-feira. As descobertas foram feitas a partir de dados coletados sobre 4.886 chinesas com idades entre 20 e 75 anos que sobreviveram ao câncer de mama e foram diagnosticadas com a doença nos estágios um a quatro entre 2002 e 2006, participantes do estudo Sobrevivência de Câncer de Mama de Xangai.

As mulheres que ingeriram mais legumes crucíferos durante 36 meses após seu diagnóstico tiveram reduzido de 27% a 62% o risco de morrer por qualquer causa em comparação com aquelas que reportaram comer pouco ou nenhum destes legumes.

O risco de morrer de câncer de mama caiu de 22% para 62% entre as que disseram comer estes legumes e o risco de vivenciar uma recorrência de câncer de mama caiu de 21% a 35% entre elas. Sarah Nechuta, aluno de pós-doutorado da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, disse que as descobertas sugerem que as sobreviventes de câncer de mama "podem considerar o aumento da ingestão de legumes crucíferos, como os folhosos, o repolho, a couve-flor e o brocoli, como parte de uma dieta saudável".

Nechuta, que apresentou o estudo durante encontro da Associação Americana para a Pesquisa sobre o Câncer, em Chicago, destacou que as dietas costumam variar entre as chinesas e as ocidentais. "Os legumes crucíferos comumente consumidos na China incluem nabo, repolho chinês e folhosos, enquanto o brocoli e a couve de Bruxelas são os crucíferos mais comumente consumidos nos Estados Unidos e em outros países ocidentais", afirmou.

"Em segundo lugar, a quantidade ingerida entre as chinesas é muito maior do que a consumida pelas mulheres americanas", continuou. Nechuta afirmou que mais pesquisas precisam ser feitas com foco no papel dos compostos bioativos encontrados em legumes crucíferos - isocianato e indol - e como variar as doses pode influenciar no câncer.‎


quinta-feira, 11 de março de 2010

Mudando de hábitos

Observar não só o quê, mas principalmente como comemos não é tarefa fácil. Mudar então, nem se fala. Isto porque a banalização da palavra "dieta" a fez mudar de sentido e sua associação a privações e limites não é nada agradável. Felizmente, isto também está mudando. De fato, mudar a forma de se alimentar implica em mudanças de ritmo de vida, de visão de mundo e do ser no mundo, frente a si e aos outros.

No entanto, deixar de comer feijão com arroz - que eu adoro! - todos os dias não é simples, porque não depende somente da vontade individual, mas de valores culturais que geram um senso comum que traduz esta mudança como 'deixar de comer.' Explico melhor... Nosso senso comum retrata uma mentalidade que associa a saciedade à quantidade de comida ingerida, independente até mesmo do prazer de comer. E nossa herança cultural diz que o que alimenta é o que pesa (feijão, carne, batatas, farinhas...). Por sua vez, também é cada vez mais usual a mudança de hábitos em prol de uma vida mais saudável.

Neste blog vamos falar sobre isto. Sem querer ser especialista no assunto, também deixarei alguns artigos a respeito do comer e da propriedade dos alimentos. Isto nos ajuda a conhecer o que comemos e associar suas qualidades ao prazer de fazer e comer e não ao número de calorias a serem ingeridas.

Como dizem que o que faz a diferença num bom prato é o tempero, as ervas são fundamentais e cada vez mais associadas à saúde. Um exemplo é o artigo publicado hoje no UOL, divulgando medidas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária: Anvisa regulamenta uso de plantas medicinais de tradição popular. Vale a pena conferir!