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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Brotos de trigo em casa: fácil e saudável

     Li esta dica no UOL e adorei. Já testei e dá certo. Super fácil e saudável!!! Aliás, estou cultivando ervas na janela e torcendo para elas vingarem. Tenho salsa, coentro, manjericão, sálvia e pimenta vermelha (já comi quatro, mas agora que transplantei é preciso esperar um pouco mais). Tentei com estragão e tomilho, mas estes não foram muito longe. Vou tentar de novo. Todos os dias observo se elas 'estão com sede' e o ritmo de cada uma. A despeito do clima louco e da poluição de Sampa, estão crescendo. Agora quero experimentar com os brotos. O de trigo está indo bem e é saboroso. Já provei!


        Bonitos, saudáveis e deliciosos, os brotos concentram uma quantidade de nutrientes que supera a de uma planta adulta. Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Noronha, da Minha Horta, empresa especializada em hortas caseiras, os mais comuns são os de trigo, alfafa e feijão, e podem ser utilizados em saladas ou sucos. Veja a seguir como cultivar o broto de trigo
      
     Materiais: sementeira ou bandeja de plástico com furos / tecido sem felpa no tamanho do fundo da sementeira ou bandeja / elásticos / recipiente de vidro ou plástico / tela ou tecido filó / tesoura / espátula / trigo em grãos / coador ou peneira

      Coloque os grãos de trigo em um recipiente, cobrindo-os de água. Tampe o recipiente com um pedaço de tela ou filó e deixe os grãos de molho de 12 a 24 horas. De acordo com o engenheiro agrônomo Marcelo Noronha, ficar de molho deixa o grão germinado mais mole, o que acelera o processo de crescimento 

      Após o tempo de molho, escorra toda a água do recipiente com o auxílio de uma peneira. Em seguida, lave os grãos de trigo com água corrente

      Escolha um tecido corte-o nas dimensões do fundo da bandeja e forre-a completamente. Certifique-se de que o tecido não tenha felpa, porque as fibras podem se soltar e grudar nos brotos quando eles crescerem

      Depois de forrar a sementeira ou a bandeja, umedeça o tecido com um pouco de água

      Em seguida, pegue os grãos de trigo que foram deixados de molho e lavados e os despeje sobre o tecido. Com auxílio de uma espátula, espalhe-os de modo uniforme por toda a bandeja ou sementeira. Lembre-se de deixar um pequeno espaçamento entre os grãos para que tenham uma área para crescerem

      Depois de distribuir os grãos na bandeja, cubra-a com a tela ou o tecido filó, prendendo com os elásticos

      Deixe a bandeja exposta em um lugar que receba incidência de luz solar indireta. É importante que a sementeira não fique exposta ao sol
   
      Uma vez por dia, retire a tela ou o tecido filó que cobre a bandeja e regue os grãos, mantendo o tecido sempre umedecido. Em pouco tempo, você notará que os grãos começarão a germinar. Eles também podem ser consumidos já no começo da germinação

      Em torno de uma semana, os brotos já estarão despontando. Ricos em fibras, os brotos vêm sendo cada vez mais consumidos

      Os brotos nasceram e você já pode usá-los em suas receitas. Higienize a bandeja e reaproveite-a para o próximo cultivo. Nunca reutilize o tecido que forrou a bandeja, evitando a contaminação de microorganismos.

Créditos: Silvana Maria Rosso (produção e texto), Marcelo Noronha (consultoria e execução - www.minhahorta.com.br), Bontempo (ambientação - www.bontempo.com.br) - UOL

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Câncer de mama: legumes ajudam

terça-feira, 3 de abril de 2012 - 21h36 Atualizado em terça-feira, 3 de abril de 2012 - 21h44
As mulheres que ingeriram mais legumes crucíferos durante 36 meses após seu diagnóstico tiveram reduzido de 27% a 62% o risco de morrer
As chinesas que comem repolho, brocoli e legumes folhosos têm taxas de sobrevida após o câncer de mama superiores às daquelas que não ingerem estes crucíferos, destacou um estudo publicado nesta terça-feira. As descobertas foram feitas a partir de dados coletados sobre 4.886 chinesas com idades entre 20 e 75 anos que sobreviveram ao câncer de mama e foram diagnosticadas com a doença nos estágios um a quatro entre 2002 e 2006, participantes do estudo Sobrevivência de Câncer de Mama de Xangai.

As mulheres que ingeriram mais legumes crucíferos durante 36 meses após seu diagnóstico tiveram reduzido de 27% a 62% o risco de morrer por qualquer causa em comparação com aquelas que reportaram comer pouco ou nenhum destes legumes.

O risco de morrer de câncer de mama caiu de 22% para 62% entre as que disseram comer estes legumes e o risco de vivenciar uma recorrência de câncer de mama caiu de 21% a 35% entre elas. Sarah Nechuta, aluno de pós-doutorado da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, disse que as descobertas sugerem que as sobreviventes de câncer de mama "podem considerar o aumento da ingestão de legumes crucíferos, como os folhosos, o repolho, a couve-flor e o brocoli, como parte de uma dieta saudável".

Nechuta, que apresentou o estudo durante encontro da Associação Americana para a Pesquisa sobre o Câncer, em Chicago, destacou que as dietas costumam variar entre as chinesas e as ocidentais. "Os legumes crucíferos comumente consumidos na China incluem nabo, repolho chinês e folhosos, enquanto o brocoli e a couve de Bruxelas são os crucíferos mais comumente consumidos nos Estados Unidos e em outros países ocidentais", afirmou.

"Em segundo lugar, a quantidade ingerida entre as chinesas é muito maior do que a consumida pelas mulheres americanas", continuou. Nechuta afirmou que mais pesquisas precisam ser feitas com foco no papel dos compostos bioativos encontrados em legumes crucíferos - isocianato e indol - e como variar as doses pode influenciar no câncer.‎


quinta-feira, 11 de março de 2010

Mudando de hábitos

Observar não só o quê, mas principalmente como comemos não é tarefa fácil. Mudar então, nem se fala. Isto porque a banalização da palavra "dieta" a fez mudar de sentido e sua associação a privações e limites não é nada agradável. Felizmente, isto também está mudando. De fato, mudar a forma de se alimentar implica em mudanças de ritmo de vida, de visão de mundo e do ser no mundo, frente a si e aos outros.

No entanto, deixar de comer feijão com arroz - que eu adoro! - todos os dias não é simples, porque não depende somente da vontade individual, mas de valores culturais que geram um senso comum que traduz esta mudança como 'deixar de comer.' Explico melhor... Nosso senso comum retrata uma mentalidade que associa a saciedade à quantidade de comida ingerida, independente até mesmo do prazer de comer. E nossa herança cultural diz que o que alimenta é o que pesa (feijão, carne, batatas, farinhas...). Por sua vez, também é cada vez mais usual a mudança de hábitos em prol de uma vida mais saudável.

Neste blog vamos falar sobre isto. Sem querer ser especialista no assunto, também deixarei alguns artigos a respeito do comer e da propriedade dos alimentos. Isto nos ajuda a conhecer o que comemos e associar suas qualidades ao prazer de fazer e comer e não ao número de calorias a serem ingeridas.

Como dizem que o que faz a diferença num bom prato é o tempero, as ervas são fundamentais e cada vez mais associadas à saúde. Um exemplo é o artigo publicado hoje no UOL, divulgando medidas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária: Anvisa regulamenta uso de plantas medicinais de tradição popular. Vale a pena conferir!