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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Cascas, talos e sementes




Talo do agrião: Contém a maior parte dos nutrientes do vegetal. "O talo do agrião é rico em vitamina C, importante para aumentar a imunidade do organismo e, portanto, prevenir infecções", afirma nutricionista Bruna di Chiara Passos. Além disso, também é fonte de ferro, cálcio, vitamina A, B1 e B2. Uma boa dica é refogá-lo com tempero e ovos batidos e servir como refogado. Kariem Xavier/Folhapress.

Semente de abóbora: Pode ser um aperitivo gostoso e saudável. Basta que seja tostada e levemente salgada. Ou então, pode ser tostada, triturada e virar uma farofa nutritiva que pode ser misturada na massa de bolos e tortas. "A semente de abóbora é rica em fibras, além de possuir fósforo, que ajuda na retenção do cálcio nos ossos e dentes, e magnésio, que possui ação anti-inflamatória", explica Júlio Sérgio Marchini, professor de Nutrologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP/ USP).

Casca de banana: Além de ser rica em fibras e em vitamina A, C e do complexo B, tem mil e uma utilidades. "Pode ser utilizada na confecção de bolo e bolinhos, por exemplo", diz Célia Cohen, nutricionista e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP). Também pode ser acrescentada em farofas ou mesmo ser parte dos ingredientes de um brigadeiro bem brasileiro.

Talo da salsinha: Contém vitamina C, cálcio, fósforo, ferro e potássio. E também é muito saboroso, podendo ser utilizado como tempero. "Além da salsinha, talos e folhas de vegetais como couve, espinafre e brócolis são nutritivos e podem ser usados em farofas", aponta Rosane Pilot Pessa Ribeiro, professora do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto.

Casca do chuchu: Pode ser áspera e fibrosa, mas também é aproveitável. A dica é moê-la no liquidificador e utilizá-la em sopas ou então cozida com o feijão. Ela é rica em fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino e no controle dos níveis de açúcar e gordura no sangue.

Folhas de cenoura: "Elas são ricas em vitamina A, importante para a saúde dos olhos, pele, cabelos e para o crescimento", afirma a nutricionista Bruna di Chiara Passos. Portanto, não devem ir para o lixo. Depois de bem lavadas, podem ser usadas para fazer bolinhos ou até mesmo para substituir o uso da salsinha, já que as duas são extremamente parecidas em aspecto e sabor. Flavio Florido/Folhapress.

Casca de abacaxi: Possui mais vitamina C do que a polpa da fruta, o que aumenta as defesas do organismo, auxiliando na prevenção e no combate de infecções como a gripe. Além disso, contém proteína, lipídeos, fibras, cálcio, potássio e ferro. "Cascas de abacaxi e goiaba viram sucos, que podem ainda ser os itens líquidos de receitas de bolos", ensina Júlio Sérgio Marchini, professor de Nutrologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP/ USP).

Casca do maracujá: É rica em niacina, que desempenha importante papel no metabolismo energético celular, além de remover substâncias químicas tóxicas do organismo; e em cálcio e fósforo, que auxiliam a construir, proteger e recuperar ossos, músculo e sangue. Além disso, é fonte de vitamina C, ferro e fibras. "Com a casca do maracujá e também com a de tangerina é possível fazer doce em compota ou geleia", ensina Célia Cohen, nutricionista e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP). Newton Santos/Hype.

Casca de batata: Quem adora batata frita deve saber que sua casca frita é igualmente deliciosa, e até mais crocante! Ou então, ela pode ser cozida e aproveitada no preparo de omeletes. Além de saborosa, a casca de batata possui alta concentração de propriedades antioxidantes, que ajudam a retardar o envelhecimento do organismo. E não é só a casca de batata: "As cascas de mandioquinha, nabo, cenoura ou beterraba também são muito nutritivas e podem ser assadas ou fritas", ensina a nutricionista Bruna di Chiara Passos.

Folha de beterraba: "A beterraba é um alimento rico em vitaminas e minerais, e seu talo possui flavonoides, antioxidantes que auxiliam na prevenção do envelhecimento das células", explica Júlio Sérgio Marchini, professor de Nutrologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP/ USP). Além disso, a beterraba pode ter todas as suas partes aproveitadas. Suas folhas podem ser utilizadas para fazer charutos recheados, seu talo pode ser usado em risotos e saladas, e até a água de seu cozimento pode ser aproveitada no preparo de gelatinas vermelhas. Eduardo Knapp/Folhapress

Casca de laranja: Ao se comprar uma laranja, dificilmente alguém vai pensar em aproveitar a casca. Mas a verdade é que ela não deve ser jogada fora, pois possui mais nutrientes do que sua polpa. A casca da laranja é rica em vitamina C, que ajuda aumentar a imunidade e prevenir infecções, em fitonutrientes e flavonoides, que auxiliam na digestão e aliviam problemas gastrointestinais, como acidez e azia. As opções para se aproveitá-la são várias: "A casca da laranja pode ser caramelizada, para ser servida com café, ou utilizada em compotas, ou ainda utilizada em massas de biscoitos para dar mais sabor", sugere a nutricionista Bruna di Chiara Passos.

Talo de couve-flor: "Talos e folhas podem ser mais nutritivos do que a parte nobre do vegetal, como é o caso das folhas verdes da couve-flor, que contêm mais ferro", explica Júlio Sérgio Marchini, professor de Nutrologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP/ USP). Além disso, o talo da couve-flor é uma ótima fonte de vitaminas C e A e de fósforo e cálcio. Com ele, é possível fazer bolinhos salgados e sopas. Sua folha também pode ser aproveitada: refogada, fica muito saborosa em recheios de esfihas e panquecas.

Casca de mamão: Uma importante fonte de betacaroteno e ajuda na digestão. Também possui proteína, fibras, potássio, fósforo e vitamina A e C. E pode ser utilizada de diversas formas: pura ou em bolos, sucos, ensopados e até incrementando vitaminas. A semente do mamão também pode ser utilizada em saladas, e favorece o funcionamento do intestino. Reuters/Paulo Whitaker - 06.06.2000

Semente de jaca: Além de nutritiva, a semente de jaca é muito saborosa. Ela é rica em proteínas, contém ferro e vitaminas e ainda age contra a prisão de ventre. A semente pode ser torrada e triturada para virar uma farinha nutritiva que pode ser usada em bolos, tortas e até em quibes.

Casca da abobrinha: É rica em fibras, que auxiliam no bom funcionamento do intestino e também ajudam a controlar os níveis de açúcar e gordura no sangue, ajudando a prevenir diabetes e doenças cardiovasculares. "Pode ser picada e utilizada em conjunto com a ricota em quiches ou misturada a outros ingredientes em recheio de tortas", sugere Célia Cohen, nutricionista e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP). Letícia Moreira/Folhapress

Casca de melão: Tem quase seis vezes mais cálcio e fósforo do que a polpa da fruta. Ela também possui alta taxa de potássio, mineral importante para o bom funcionamento de todas as células, tecidos e órgãos do corpo humano, sendo também fundamental para a função cardíaca, podendo até mesmo reduzir a pressão arterial. Depois de cozida, pode ser utilizada em farofas e saladas, ou então para se fazer geleia, suco e até cocada. Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

sábado, 20 de abril de 2013

Julie & Julia

 Sei que este blog foi pensado como um espaço para falar sobre alimentação, comer, cozinhar... mas, inevitavelmente, alguns filmes farão parte de nossas conversas. Na verdade, tenho me dedicado e escrito pouco e talvez por isso o filme "Julie & Julia" tenha me apresentado alguns sinais. Até porque filmes são sempre sonhos reais. Faz bem ver o que imaginamos, nem que seja para descobrirmos que tudo pode ser bem diferente. No caso de "Julie & Julia" - que eu não havia assistido no cinema e agora, com o DVD, já assisti duas vezes e certamente outras virão -, tive uma boa surpresa. O filme vai muito além de uma referência gourmet. 

O filme contrasta e, de certa forma, aproxima as trajetórias de Julie e Julia. Julia Child já é conhecida dos mais afeitos ao tema, mas foi Julie quem me chamou mais atenção. Sua admiração, como ela mesmo diz, é quase uma obsessão, mas as re-leituras de Julia, sua culinária e forma de cozinhar são acompanhadas de um balanço sobre sua própria vida no momento em que decide se colocar o desafio de preparar todas as receitas do famoso livro de Julia - Mastering the Art of French Cooking - em um ano, visando um objetivo a curto prazo.

Julie está insatisfeita com a mudança para o Queens e com seu emprego, quer ser escritora, mas convive com a má sensação de quem passou por constantes interrupções profissionais. Nesse contexto, busca encontrar algo que lhe dê prazer. As receitas de Julia Child passam a ser seu desafio, relatado num blog. 

Não quero contar o filme todo para não perder a graça para quem ainda não o assistiu. Só gostaria de sinalizar alguns pontos que me chamaram a atenção na busca de Julie. Além da descoberta do prazer de cozinhar através das receitas de Julia e de sua admiração, Julie possui uma identidade e auto-estima fortes e o cozinhar lhe trouxe uma nova motivação, na verdade, para escrever. Seu ídolo é apenas um mito: existente, mas como um outro. Julie sabe o que quer para si, em seu cotidiano, para sua vida, ainda que inicialmente aparente uma personalidade frágil. Na verdade, não o é, só estava num momento ruim que, felizmente, sempre passa. 
Outro dia postarei algo sobre Julia.    

Veja o trailer no Youtube:


terça-feira, 26 de março de 2013

Les strutures élémentaires de l'alimentation carnée

DOSSIER RÉSONANCES/AVRIL 2013

Société/Viande

(cc) Ph. Grillot / Flickr
Violer l’« ordre naturel » aurait-il des répercussions sur la qualité et la traçabilité des animaux que nous mangeons ? Éléments de réponse avec Claude Lévi-Strauss.

« On n’a jamais vu un poisson manger un cochon », s’indigne José Bové, commentant l’autorisation des autorités européennes d’utiliser des protéines de porc et de volaille dans la pisciculture. Au moment où l’on apprend que des viandes « pur bœuf » contiennent du cheval ou du porc, où l’on se demande si on ne mange pas du colin en croyant déguster du cabillaud, en découvrant que l’on teint la chair des saumons avec des colorants chimiques, nous nous disons que nous avons violé certains principes fon­damentaux. En faisant manger à des animaux d’autres animaux qu’ils ne consomment pas habituellement, n’avons-nous pas fait dérailler la nature ?

On se rappelle que dans son ouvrage Les Structures élémentaires de 
la parenté (1949), Claude Lévi-Strauss pose la prohibition de l’inceste comme une règle universelle, qui assure le passage de la nature à la culture. Si l’inceste est tabou, la société émerge au-delà du cercle familial. Il n’est pas non plus très bien vu de franchir la barrière des espèces. Or, ce que nous découvrons avec l’alimentation animale reproduit ces transgressions sexuelles. Il existerait donc des structures élémentaires de l’alimentation carnée. La première de ces violations a été relevée par Lévi-Strauss. Dans un texte de 1993, « Nous sommes tous cannibales » (repris dans un ouvrage éponyme, Seuil, 2013, lire p. 89), il remarque que l’ingestion de fragments de matière cérébrale d’animal de la même espèce entraîne une maladie dégénérative. Celle-ci est nommée kuru chez les peuples anthropophages de Nouvelle-Guinée, maladie de Creutzfeldt-Jakob chez des patients traités par une hormone extraite de cerveaux humains mal stérilisés, ou maladie de la vache folle chez les bovins nourris aux farines animales. Nous sommes donc, nous aussi, des cannibales, nous avons rendu nos animaux cannibales et en tombons logiquement malades. L’autre violation des règles élémentaires de la nutrition consisterait à créer des chaînes alimentaires hybrides, par exemple, en transformant des herbivores en carnassiers. Dans un texte écrit trois ans plus tard (« La leçon de sagesse de la vache folle », 1996), Lévi-Strauss analyse les menaces écologiques et alimentaires actuelles. 

Il en évoque la « composante mystique faite du sentiment diffus que notre espèce paye pour avoir contrevenu à l’ordre naturel ». La question est en effet de savoir si cette conception de la nature – comme un ordre qu’il ne faut pas violer – est fondée ou si elle ne signale pas une pensée réactionnaire, voire carrément magique. De la réponse que nous apporterons à cette question dépendra l’avenir de notre alimentation. Si nous admettons qu’il existe des structures élémentaires de l’alimentation et des tabous à ne pas mettre en cause, nous rejetterons ces pratiques mortifères. Si nous demeurons fidèles, au contraire, au projet moderne de transformation de la nature et d’un accès de tous à la viande, alors il faudra assumer d’être cannibales, et en accepter les conséquences.

Par MICHEL ELTCHANINOFF
Rédacteur en chef adjoint

Philosophie Magazine

terça-feira, 5 de março de 2013

Brotos e grãos germinados



Os brotos e sementes germinados são extremamente nutritivos e benéficos à saúde, com alta concentração de vitaminas essenciais ao nosso organismo.
Faz parte de um tipo de alimentação chamado Crudivorismo. O grão germinado é o momento inicial quando uma pequena haste aparece na semente e o broto é o estágio avançado da germinação e geralmente tem entre 8 e 10 cm de altura com a presença de pequenas folhas. 

O processo de germinação é super fácil e você pode usar vários tipos de sementes e grãos que encontramos em casas de produtos naturais, lojas de insumos e alguns em mercados: alfafa, girassol, feijão mungo (moyashi), arroz (tipo integral), agrião, feijão azuki, trigo, gergelim, linhaça, soja, aveia, ervilha, quinoa, etc, inclusive os grãos utilizados na alimentação de pássaros. Todos têm sabores muito originais e maravilhosos, por isso vale a pena testar cada um deles! Hoje vamos ensinar como cultivar os brotos utilizando a lentilha.

Lentilhas ajudam a limpar e estimular os rins e sistema adrenal, fortalece o coração, a circulação e faz aumentar a energia e a vitalidade. Quando as lentilhas são germinadas, os nutrientes tornam-se mais facilmente digeríveis e elas ajudam a diminuir o colesterol LDL, a pressão arterial e o açúcar no sangue regulando os níveis de insulina.



A primeira coisa que você deve fazer é medir cerca de uma xícara de lentilhas e inspecioná-los para retirar pedras ou grãos danificados. Em seguida, lave-os muito bem em água fria e coloque-os em uma tigela grande com água de molho durante a noite (8 a 12 horas). O girassol sem casca deixe de molho por mais ou menos 4 horas e estará pronto para uso.

Na manhã seguinte a lentilha estará "inchada". Escorra o excesso de água e então transfira as sementes em uma jarra grande ou um pote de vidro com capacidade para receber 1/3 dos grãos, isso para que haja espaço adequado para o crescimento. Cubra a abertura do frasco com um pedaço de gaze ou um pano (com tramas largas) e prenda-o com um elástico. Este pano vai servir de peneira para retirar o líquido, pois para os próximos dias tudo que você tem a fazer é lavar as sementes com água fresca, enchendo o pote e drenando através da gaze duas vezes por dia. 

Depois de cada lavagem agite o pote e vire de cabeça para baixo para retirar toda a água de lá, pois a poça de água acumulada na parte inferior pode estragar as sementes. Se você começar a notar algum tipo de limo, basta lavá-las e deixar de cabeça para baixo até que escorra tudo.



Após 24h você vai começar a ver os grãos que se abriram e até algumas "caudas" se formando. Continue acompanhando o crescimento e lavando-as diariamente. Por volta de uns 4 a 5 dias desponta uma pequena folha verde, aí estarão prontas para serem retiradas para o consumo. Você vai notar que eles estarão "unidos venceremos", basta um pouco de paciência e conseguirá retirá-los do pote sem maiores problemas.




Uma vez retiradas, coloque-as numa peneira ou escorredor e dê uma última lavagem, deixando escorrer bem. Se tiver daqueles potes com centrífuga manual ótimo (vale a pena comprar, barato e útil) assim ficarão sequinhas! Caso contrário, antes de colocá-las num recipiente com tampa, coloque algumas folhas de papel absorvente no fundo para que absorvam toda a umidade. Guardadas assim duram até uma semana na geladeira. O ideal é comê-los in natura, ou seja, não cozinhar e nem congelar. Se a produção de uma xícara for muito para o seu consumo ou da família dentro do prazo de duração diminua a quantidade, mas tenho certeza que vai faltar! 

Há uma infinidade de maneiras de consumi-los: como recheio de sanduíches, vitaminas, saladas, molhos, farofas frias. Se for usar com refogados, coloque-os por último apenas como complemento do prato.





Caso tenha espaço em sua casa, poderá fazer cada semente em diferentes potes. Os potes de palmito ou maionese são ótimos e poderá colocar por volta de 3 a 4 colheres de sopa de quantidade de grãos. Siga as orientações de limpeza e depois de colocados os gazes, deixe os potes inclinados com a boca para baixo para facilitar a drenagem e siga o ritual já ensinado acima.






Fonte: http://aprovadoreceitas.blogspot.com.br/2012/05/brotos-e-graos-germinados.html

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Pimientos

1 febrero 2013
No sólo se ven bien: agregar pimientos en el menú puede levantar tu ánimo; así que no es de extrañar que sean adictivos, dicen Clarissa Hyman y Elsa Navarrete.



De color rojo intenso, amarillo canario, naranja encendido y verde tropical, los pimientos alegran tanto los puestos del mercado como cualquier platillo con espíritu festivo. Son el primer peldaño en la escala de picor hacia un infierno de chiles en llamas.


Crujientes y suaves, su carnosidad se revela tras la primera mordida siendo un producto muy versátil en la cocina. Pueden comerse fritos, asados, horneados o a la parilla, así como en crudo, aunque hay quien dice que son de difícil digestión.

Al cocinarlos segregan jugos ligeramente dulces con los cuales pueden elaborarse sopas y salsas. Encontrarás pimientos morrones ya sea en platos clásicos como el ratatouille, la salsa criolla argentina u otros platillos europeos, y gracias a su forma casi cuadrada son ideales para rellenar con arroz y carne.

El pimiento, en sus distintas variedades, le da vida a la cocina mediterránea y es un ingrediente típico de las comidas españolas. En el restaurante D.O. de la Ciudad de México se pueden degustar los clásicos pimientos del piquillo rellenos de txangurro (cangrejo de pinzas), un manjar vasco que es confeccionado por el chef Pablo San Román. También son protagonistas en diversas ensaladas italianas como la peperonata, en donde los pimientos se marinan en aceite para después cocinarlos a la parrilla hasta que se carboniza la piel y se le retira, un truco para transformar su textura y sabor.
Aprovechando la fuerte demanda que tiene actualmente el pimiento en el extranjero y el cultivo de invernadero, los productores mexicanos han incrementado en un 36% las exportaciones de esta variedad de chile en los últimos cinco años, siendo Sinaloa el principal productor. Para su cultivo se necesita sol y un clima de templado a cálido, aproximadamente de 21 a 30°C. 

No necesitas un gran jardín para cultivarlo. Esta hortaliza amante de la luz crece con fuerza en macetas y mejor aún porque, cuando se cultiva así, madura más rápido que sus primos cultivados en tierra. Se cosecha en verano-otoño, pero gracias a los invernaderos controlados lo encontramos todo el año. Ya en tu cocina, corta el pimiento rojo en tiras y prepara un pescado a la veracruzana o combínalo con otras verduras para una ensalada.

Tanto los pimientos como los chiles están en diferentes niveles del género de plantas capsicum, originarias de México, Centroamérica y Sudamérica. Estos frutos picantes son una intensa especia que le da vida a diversos platillos, y desde que los exploradores españoles se los llevaron a Europa en el año 1493 se hicieron populares; hecho que demostró el deseo de encontrar un sustituto para los costosos granos de pimienta.
















Fonte: Food and Travel México